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Gravações denunciam pedido de propina no Ministério do Trabalho

Uma conversa gravada pelo empresário gaúcho Afonso Rodrigues de Carvalho, dono de uma transportadora e presidente de um sindicato da área de transporte em Goiás, mostra dois lobistas pedindo R$ 4 milhões em troca de um serviço junto ao Ministério do Trabalho. A informação é da revista Veja, cuja reportagem conta ainda que o serviço seria possível com a ajuda do deputado Jovair Arantes, líder do PTB na Câmara dos Deputados e aliado do presidente Michel Temer.

Os lobistas que aparecem na conversa são Verusca Peixoto da Silva e Sílvio Assis. Na gravação, de mais de 30 minutos, Assis teria detalhado como funciona a estrutura no ministério e que haveria uma sociedade oculta entre o PTB e o Solidariedade, que controlaria o setor de registro de sindicatos.

O dinheiro, ainda segundo a gravação obtida pela Veja, seria usado para subornar o “pessoal técnico da pasta e sobrar dinheiro para o pessoal político, entre eles Jovair Arantes”. A publicação aponta para o possível envolvimento de Rogério e Leonardo Arantes, sobrinhos do deputado.

 

A lobistas Verusca Peixoto confirmou a cobrança e o pagamento de propina, no entanto, todos os demais envolvidos no caso negam a existência de qualquer irregularidade.

Polêmicas no ministério
O PTB integra a base aliada do governo de Michel Temer e comanda a pasta do trabalho. No começo do ano, a sigla esteve às voltas com a polêmica indicação da deputada federal Cristiane Brasil, cuja posse foi suspensa pela Justiça sucessivas vezes. Condenada por infrações trabalhistas e investigada por associação com o tráfico durante as eleições de 2010, a filha do presidente nacional do partido, o ex-deputado federal condenado no Mensalão Roberto Jefferson, segue com a posse impedida pela Justiça.

No último dia 20, o partido anunciou ter desistido de insistir no nome de Cristiane e tende a optar por tornar definitivo o ministro interino Helton Yomura. No entanto, o nome dele também está envolto em polêmica: empresa ligada a ele foi alvo de pelo menos 22 processos trabalhistas, supostamente por não pagar adicional de insalubridade, hora extra, FGTS, férias e 13º salário a funcionários.

Fonte: Metropóles

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